Distrito de Coimbra · 3820 habitantes · Região de Coimbra
Uma casa custa, em mediana, 681 €/m², 70 % abaixo da mediana nacional. É o 246.º concelho mais caro do país em 306, o 15.º em 17 no distrito.
Valores medianos das escrituras dos últimos 12 meses (INE). Os quartis dizem quanto custam as casas mais baratas (1.º) e as mais caras (3.º); as tipologias só existem para 58 concelhos e as suas freguesias.
Ao preço mediano, um T2 de 80 m² custa 54 480 € e um T3 de 100 m² 68 100 €. O agregado fiscal mediano de Góis declara 13 598 € líquidos por ano: são 5,0 anos de rendimento para os 100 m².
Amostra dos anúncios de venda e arrendamento no imovirtual.com (recolhida a 2026-10-24), comparada com a mediana das escrituras do INE. Os anúncios são preços pedidos: dizem o que está no mercado hoje, não o que se fechou.
Escolhemos os anúncios cujo €/m² está mais perto da mediana da amostra — nem os mais baratos nem os destacados. Cada um pode ser levado ao simulador.
Fonte dos anúncios: imovirtual.com, 1.ª página de resultados por concelho (até 36 anúncios de apartamentos e 36 de moradias), recolhida a 2026-10-24. Preços pedidos, não pagos; a amostra não é o mercado todo.
Rendimentos declarados no IRS por quem reside no concelho (INE/AT) e salários pagos por empresas sediadas no concelho (Quadros de Pessoal).
Inscritos nos centros de emprego em dezembro de cada ano (IEFP, I.P.) por 1 000 habitantes do mesmo ano (INE).
Renda mediana dos novos contratos para 80 m² contra a prestação de um T2 de 80 m² ao preço mediano, com entrada de 10 %, 30 anos e a taxa média atual dos empréstimos à habitação. Não entra o IMI, o condomínio nem os seguros.
O INE não publica a renda mediana para Góis: houve poucos contratos nos últimos 12 meses e o valor é omitido abaixo de um mínimo de transações. A comparação não é possível.
Os Censos de 2021 dizem quem é dono e quem arrenda, e quanto pagava cada inquilino conforme a data do contrato. A AIMA, via INE, conta os residentes estrangeiros ano a ano. Juntos mostram quem está exposto às rendas novas e quanta procura chegou de fora.
População estrangeira com estatuto legal de residente (AIMA, publicada pelo INE) a dividir pela população residente. O INE só recebeu dados da AIMA até 2023.
O INE publica onze nacionalidades e junta as restantes em "Outros países".
A linha azul é Góis; as cinzentas são os outros concelhos do distrito de Coimbra; a preta é Portugal.
| Trimestre | Góis | Portugal |
|---|---|---|
| 4.º trimestre de 2019 | 259 €/m² | 1094 €/m² |
| 1.º trimestre de 2020 | 292 €/m² | 1127 €/m² |
| 2.º trimestre de 2020 | 270 €/m² | 1146 €/m² |
| 3.º trimestre de 2020 | 289 €/m² | 1167 €/m² |
| 4.º trimestre de 2020 | 340 €/m² | 1190 €/m² |
| 1.º trimestre de 2021 | 352 €/m² | 1197 €/m² |
| 2.º trimestre de 2021 | 341 €/m² | 1218 €/m² |
| 3.º trimestre de 2021 | 324 €/m² | 1251 €/m² |
| 4.º trimestre de 2021 | 407 €/m² | 1297 €/m² |
| 1.º trimestre de 2022 | 454 €/m² | 1346 €/m² |
| 2.º trimestre de 2022 | 484 €/m² | 1402 €/m² |
| 3.º trimestre de 2022 | 594 €/m² | 1446 €/m² |
| 4.º trimestre de 2022 | 538 €/m² | 1484 €/m² |
| 1.º trimestre de 2023 | 517 €/m² | 1509 €/m² |
| 2.º trimestre de 2023 | 536 €/m² | 1541 €/m² |
| 3.º trimestre de 2023 | 499 €/m² | 1579 €/m² |
| 4.º trimestre de 2023 | 424 €/m² | 1611 €/m² |
| 1.º trimestre de 2024 | 360 €/m² | 1633 €/m² |
| 2.º trimestre de 2024 | 446 €/m² | 1661 €/m² |
| 3.º trimestre de 2024 | 397 €/m² | 1709 €/m² |
| 4.º trimestre de 2024 | 453 €/m² | 1777 €/m² |
| 1.º trimestre de 2025 | 478 €/m² | 1845 €/m² |
| 2.º trimestre de 2025 | 470 €/m² | 1923 €/m² |
| 3.º trimestre de 2025 | 535 €/m² | 1991 €/m² |
| 4.º trimestre de 2025 | 614 €/m² | 2076 €/m² |
| 1.º trimestre de 2026 | 756 €/m² | 2168 €/m² |
| 2.º trimestre de 2026 | 681 €/m² | 2264 €/m² |
Preço mediano por m² e renda por freguesia, nos últimos 12 meses. O INE só publica onde há vendas ou contratos suficientes; as restantes freguesias estão na tabela, com os Censos de 2021 (cada nome abre a página da freguesia).
O INE não publica o preço mediano para as freguesias de Góis: houve poucas vendas nos últimos 12 meses e o valor é omitido abaixo de um mínimo de transações. A tabela tem os Censos de 2021.
| Freguesia | €/m² venda | €/m² renda | Renda T2 (80 m²) | AL registados | Vagas 2021 | Antes de 1981 | Arrendam |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Alvares | — | — | — | 12 | 14,1 % | 75 % | 5 % |
| Góis | — | — | — | 37 | 12,8 % | 66 % | 10 % |
| Vila Nova do Ceira | — | — | — | 6 | 3,8 % | 71 % | 5 % |
| União das freguesias de Cadafaz e Colmeal | — | — | — | 11 | 7,3 % | 73 % | 1 % |
Os Censos de 2021 mediram cada casa habitada: área, divisões, pisos, elevador, e quanto as famílias pagavam de prestação ou de renda. É o retrato real do parque de Góis, em abril de 2021, ao lado do que o mercado pede hoje.
INE 0012532, Censos 2021 · encargo médio mensal das famílias com empréstimo para a casa própria · inclui contratos antigos
INE 0012522, Censos 2021 · renda média mensal dos alojamentos arrendados · média de todos os contratos em vigor
INE 0012480 e 0012458, Censos 2021 · agregados em alojamentos sobrelotados sobre todos os agregados
INE 0012518, Censos 2021 · superfície média útil dos alojamentos de residência habitual
Abaixo de 20 m² por pessoa é apertado; as três primeiras linhas, a cheio, são onde a sobrelotação se concentra.
Fonte: INE, Censos 2021 (0012503, 0012512, 0012577, 0012532, 0012522, 0012480, 0012518). Residência habitual; os edifícios contam todos os clássicos.
Fogos licenciados e concluídos em construções novas para habitação (INE), a relação com os nascimentos, e os novos registos de alojamento local por ano (RNAL, só continente). O INE não publica a duração das obras ao concelho: as conclusões são estimadas a partir do prazo previsto na licença.
INE 0013236 · fogos licenciados em construções novas para habitação, anual · licenciar não é concluir · até 2025
INE 0013248 · fogos concluídos em construções novas, anual · estimado a partir do prazo da licença · até 2025
INE 0013044 · taxa bruta de natalidade (nascimentos por 1 000 habitantes), anual · até 2025
INE 0013255 · edifícios concluídos que são ampliação, alteração ou reconstrução, anual · conta edifícios, não fogos
Edifícios concluídos por tipo de obra (INE 0013255): ampliação, alteração e reconstrução contra construção nova. Conta edifícios, não fogos.
INE/DGT 0014611, COS Série 2 · território artificializado sobre a área total, 2018 e 2023 · só continente
Carta de Uso e Ocupação do Solo, Série 2 (INE/DGT, 0014611 e 0014613): edificado, vias, indústria e equipamentos sobre a área total do concelho. Não diz se o solo ocupado é habitação.
Movimentos pendulares dos Censos 2021: quem sai do concelho todos os dias para trabalhar ou estudar, e com que concelhos há mais ligações. Quando um quarto da população trabalha na cidade ao lado, o mercado da casa é o dessa cidade.
Quem mora em Góis e trabalha em Lousã paga 795 €/m² a menos do que lá (54 %), a troco de uma deslocação média de 19 minutos.
| Concelho | Pessoas | % das ligações | €/m² lá | Diferença face a Góis |
|---|---|---|---|---|
| Lousã | 176 | 21 % | 1476 €/m² | +795 €/m² |
| Coimbra | 167 | 20 % | 2295 €/m² | +1614 €/m² |
| Arganil | 124 | 15 % | 708 €/m² | +27 €/m² |
| Vila Nova de Poiares | 53 | 7 % | 1059 €/m² | +378 €/m² |
| Miranda do Corvo | 34 | 4 % | 760 €/m² | +79 €/m² |
Edifícios por época de construção e proporção com necessidade de reparação (Censos 2021), mais as casas vagas e de uso sazonal. Onde há stock antigo e degradado, há casas sem haver oferta.
| Época | Edifícios | % | Portugal % |
|---|---|---|---|
| 2016 - 2021 | 23 | 0,5 % | 1,7 % |
| 2011 - 2015 | 27 | 0,6 % | 1,4 % |
| 2006 - 2010 | 152 | 3,2 % | 6,2 % |
| 2001 - 2005 | 232 | 4,8 % | 8,6 % |
| 1991 - 2000 | 417 | 8,7 % | 15,6 % |
| Antes de 1919 | 539 | 11,2 % | 4,9 % |
| 1981 - 1990 | 553 | 11,5 % | 16,3 % |
| 1946 - 1960 | 710 | 14,8 % | 10,5 % |
| 1919 - 1945 | 915 | 19,0 % | 7,8 % |
| 1961 - 1980 | 1238 | 25,8 % | 27,1 % |
Diferença entre quem veio viver para o concelho e quem saiu, por ano (INE, estimativas de população). O preço da casa é também uma consequência de para onde as pessoas se mudam.
Dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico (INE), por ano e por 100 residentes. Mede pressão real, enquanto o RNAL conta licenças.
A taxa de IMI é a única alavanca de preço que a câmara fixa todos os anos. O incumprimento no crédito à habitação vem do Banco de Portugal, ao nível da sub-região (NUTS III). Os novos contratos de arrendamento dizem se há sequer mercado para arrendar.
Sem dados publicados.
Os Censos contam casas vagas de dez em dez anos. A E-Redes publica todos os meses quantos pontos de entrega de eletricidade têm contrato e quanto consomem, por freguesia. Não é o mesmo que "casas vazias" (há garagens e arrecadações), mas é o retrato mais fresco que existe de onde a luz está acesa.
Consumo faturado em baixa tensão (inclui pequeno comércio e iluminação pública) a dividir pelos pontos domésticos com contrato em dezembro. Fonte: E-Redes, dados abertos, CC BY 4.0.
| Freguesia | kWh por casa | Sem contrato /100 |
|---|---|---|
| Alvares | 1775 | 29,8 |
| Góis | 3410 | 36,6 |
| Vila Nova do Ceira | 2967 | 21,9 |
| União das freguesias de Cadafaz e Colmeal | 1203 | 32,3 |
Pontos de luz sem contrato por 100 casas com contrato, em dezembro do mesmo ano. Só freguesias com dados do INE e da E-Redes.
Quem vende ou arrenda uma casa tem de pedir um certificado energético. A ADENE publica, por concelho e mês, quantos se emitiram e com que classe: é o retrato térmico do que está no mercado, da classe A+ à F. Casas novas são quase todas A ou melhor; a questão está nas existentes, que são a maioria do que se compra.
O SCE conta só o último certificado de cada fração; uma casa certificada duas vezes aparece uma. Fonte: SCE/ADENE, estatísticas por concelho.
Em 2025, 17 % das casas existentes certificadas ficaram entre A+ e B-. Só anos completos; 2016 em diante porque a regra de cálculo mudou nesse ano.